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quinta-feira, 8 de março de 2012

21 Filmes Perturbadores



Não recomendo nenhum filme desta lista para ninguém. Muitos deles estão no limiar entre a arte e o mau gosto podendo incomodar os mais sensíveis, os puritanos, as gestantes, os ingênuos, os de estomâgo fraco, os menores de idade, os 100% normais e os não-iniciados. NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI!

1. Thriller: A Cruel Picture (Suécia, 1974): Cenas de sexo explícito, violência grosseira, consumo de drogas, uma trama absurda e figurinos pra lá de escabrosos são alguns dos ingredientes deste longa dirigido pelo sueco Bo Arne Vibenius, um colaborador frequente do mestre Ingmar Bergman que largou os filmes de arte para abraçar o mundo dos exploitation. Na trama, uma garota muda é seduzida por um malandro que a introduz no mundo das drogas pesadas e, em seguida, a obriga se prostituir. No primeiro programa, ele discute com o cliente e o cafetão lhe rasga o olho. A cena é famosa e foi realizada com o uso de um cadáver. Quem assistiu ao curta Um Cão Andaluz de Luiz Buñuel vai fazer a óbvia ligação. Depois de sofrer mais uma dezena de maus-tratos que me recuso a enumerar, a protagonista decide dar um basta em tanta humilhação. Ela faz aulas de karatê, tiro e perseguição automobilística arquitetando a vingança contra seus algozes. Tarantino declarou que inspirou-se em Thriller (também conhecido como They Call Her One Eye) para fazer o seu Kill Bill.



2. Singapore Sling (Grécia, 1990): Homem sem nome (mais tarde apelidado de Singapore Sling) sai em busca de sua esposa misteriosamente desaparecida e vai parar numa casa onde duas mulheres (mãe e filha) o obrigam a participar de jogos de tortura sexual. Absurdo, demente, violento, depravado e fetichista, não necessariamente nesta ordem. O longa do grego Nikos Nikolaidis é um prato cheio para quem gosta de cinema extremo e pensa que já viu de tudo nesta vida.



3. Aftermath (Espanha, 1994): Dois legistas estão trabalhando em um necrotério. Um deles encara o serviço como algo corriqueiro, já o olhar do segundo sinaliza algo errado. Assim que ele se encontra sozinho na gélida sala de autópsia, a podreira tem inicio com o estupro de um cadáver semi-destroçado. O uso excessivo de fades pode desagradar alguns, mas funciona na proposta estética do espanhol Nacho Cerdà em representar a morte com um constante jogo de brutalidade e beleza. Assim como The Awakening, seu primeiro curta sobre necrofilia, Aftermath não possui um único diálogo. O cineasta rodou a carnificina com takes longos, câmeras contemplativas e apenas Mozart na trilha sonora.



4. Antropophagus (Itália, 1980): Este seria apenas mais um horror de quinta categoria não trouxesse uma cena absurda onde um lunático canibal traça à mordidas um feto humano ainda com o cordão umbilical ligado a mãe que foi forçada a abortar. O diretor italiano Joe D’Amato conhecido por seus filmes sangrentos e pornôs de todo tipo foi perseguido e acusado de usar um feto humano real na cena. Apesar de ter sido comprovado tratar-se de efeitos de maquiagem com um coelho sem pele, D’Amato acabou adquirindo uma grande aura marginal, quase de um criminoso insensível e cruel. A fita, que segue a risca a cartilha dos slasher movies onde os personagens vão morrendo um a um, teve uma refilmagem em 1999 pelo diretor alemão Andreas Schnaas com violência quintuplicada.



5. Nekromantic (Alemanha, 1987): Sujeito que trabalha no resgate de corpos mutilados rouba cadáveres para fazer sexo com os defuntos. Sua esposa vive com ele uma rotina de contato com órgãos humanos em decomposição numa aparente harmonia que culmina até em um absurdo “menage à trois”. Crueldade com animais, auto-mutilação e muita insanidade permeiam o filme do inicio ao final. O diretor Jorg Buttgereit conseguiu ser banido e até processado em vários paises por causa desta sua obra. O filme ficou em um limbo underground por muitos anos até ressurgir no final dos anos 1990 com seu lançamento em DVD onde agaranhou um novo séquito de admiradores.



6. Begotten (EUA, 1990): Obra de arte revolucinária ou pretensão verborrágica de uma mente profana? Filmado com película em 16mm reversível, própria para slides, a obra do diretor, dramaturgo, poeta e pintor Edmund Elias Merhige é um radical experimento artístico, capaz de fascinar ou irritar. São 78 longos minutos de imagens sombrias e perturbadoras com direito a tripas escorrendo, sexo oral explícito, auto-flagelação, estupro e muuuita blasfemia. Religiosos devem passar longe deste longa que traz personagens com nomes altamente simbólicos como “Deus Suicidando”, “Mãe Terra” e “Carne Sobre Ossos”. Seja abordado por entusiastas ou detratores, algo é certo: é impossível considerá-lo um trabalho vulgar. Talvez o mais facilmente digerível desta lista, é também um dos mais doentios e inovadores filmes jamais realizados.



7. Subconscious Cruelty (Canada, 1999): Escrever uma sinopse para “esta coisa” é tão dificil quanto assistí-lo. Filme blasfemo, surreal e atmosférico, uma viagem aos abismos da mente e a capacidade de crueldade de todo ser humano. Imagens dilacerantes, chocantes de evocações malignas, assassinatos de bebês, sacrifícios cristãos, órgãos devorados, perversão sexual explícita, tudo saído direto da mente de um canadense insano (o diretor Karim Hussain), que fez um dos longas mais bizarros e polêmicos de todos os tempos. Censurado e banido em quase todos os países onde foi exibido, possui uma aura de misticismo ao seu redor de fazer inveja a O Exorcista.



8. Taxidermia (Austria / França / Hungria 2006): Apesar de conter cenas de difícil digestão, que envolvem escatologia, remoção de órgãos, sexo explícito, mutilação e todos os tipos de perversão – tudo envolvendo muita carne, sangue e detalhes bizarros – este longa tem atmosfera de produção artística. Não foi à toa que arrecadou quase 20 prêmios em festivais internacionais na Europa, Ásia e EUA. Em função das imagens surreais, o diretor húngaro György Pálfi vem levantando comparações com David Cronenberg e Luis Buñuel. Assim como nas produções dos cineastas citados, quem tem estômago fraco ou não gosta de nada fora do convencional foge deste filme que conta a história de três gerações de uma família problemática da Hungria.



9. Bad Biology (EUA 2008): Jennifer é uma fotógrafa de apetite sexual insaciável “graças” aos seus sete clitoris(!). Não afeita a preservativos, a cada relação ela dá á luz um mutante deformado que nasce poucas horas após o coito. Apenas o jovem Glen é capaz de saciá-la: ele possui um caralho gigante – produzido através do uso de drogas e produtos quimicos – que tem vida própria e quer sexo 24 horas por dia. Trash cômico e absurdo dirigido pelo esquisito Frank Henenlotter, o mesmo criador dos igualmente bizarros Frankenhooker 90 eBasket Case.



10. Grotesque (Gurotesuku, Japão 2009): O filme se passa, quase em sua totalidade, dentro de uma sala de tortura. Um casal acorda acorrentado por uma espécie de Dr. Frankenstein japonês, que se delicia em ficar arrancando pedaços alternadamente dos dois, fazendo o cônjuge assistir a barbaridade em turnos alternados. Muito sangue jorra exageradamente (como gostam os nipônicos), além de apresentar uma das cenas de estupro mais chocantes do cinema.



11. Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust, Italia 1980): O longa conta a história de um grupo de documentaristas que viaja aos confins da Amazônia a fim de documentar a vida dos índios canibais. A missão é um fracasso e uma equipe chefiada por um antropologista é enviada para resgatá-los. Ele consegue recuperar as latas de filme perdidas, que revelam o destino dos cineastas desaparecidos. Sob suspeitas de se tratar de um filme snuff, esta produção precária repleta de cenas chocantes (leia-se desmembramentos, tortura, estupro) levou o seu diretor Ruggero Deodato ser preso. Apesar de ter sido inocentado dessas acusações, o filme foi proibido na Itália, Reino Unido, Austrália e em vários outros países devido à sua representação gráfica gore, violência sexual e a inclusão de seis mortes reais de animais.



12. Atrás do Vidro (Tras El Cristal, Espanha 1978): Perturbador e moralmente ambíguo, o psicodrama espanhol de Agustín Villaronga é um exercício cinematográfico de depravação humana. Na trama, um ex-médico nazista e pédofilo, sente-se culpado após torturar e assassinar sua última vítima e se joga de um telhado. Anos mais tarde, agora confinado em um pulmão de aço(!), aceita como enfermeiro, sem saber, um garoto que também foi uma de suas vítimas no passado. O jovem, obviamente, vai fazê-lo passar muitas sessões de tortura psicológica. Banido em diversos países e responsável pela evacuação de salas de exibição em festivais onde conseguiu ser exibido, não é um filme indicado para pessoas sensíveis ou fracos de coração.



13. Saló – 120 Dias em Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma, Itália/França 1976): Na província de Saló no norte de Itália que estava controlada pelos nazistas em 1944, quatro altos dignitários reúnem jovens italianos numa mansão para passar por uma experiência tenebrosa inspirada nas obras do Marquês de Sade: o Círculo das Taras, o Círculo da Merda e o Círculo do Sangue. O que vem a seguir é um verdadeiro show de horrores com direito a cenas de submissão, sexo, violência e escatologia. Realizado por um agressivo Pier Paolo Pasolini, Saló é uma critica metaforica e voraz ao fascismo que dominou o país durante a Segunda Guerra. A catarse explícita e incômoda atinge em cheio o estômago.



14. Serbian Film (Srpski Film, Sérvia 2010): Ex-ator de filmes pornográficos, com problemas financeiros e uma família para sustentar, aceita retornar ao antigo trabalho após uma oferta irrecusável, sem saber do que realmente se trata o filme e das intenções doentias do realizador por trás dele. Apaixonado pelo cinema americano dos anos 70, o demente diretor Srdjan Spasojevic explicou que este trabalho é uma metáfora enaltecendo a corrupção em seu pais, a Sérvia, e uma homenagem a Martin Scorsese e Brian De Palma. Homenagem, o caralho! O longa ultrapassa os limites do tolerável com suas tenebrosas cenas de tortura, degradação humana, violência sexual e psicológica. Não recomendável para quem tem filhos ou pretende tê-los.




15. Slaughtered Vomit Dolls (EUA/Canada, 2006): Filme apelativo, ridículo e repugnante que pretende ser o precursor de um novo subgênero – o vomit gore. A história acompanha o drama de uma prostituta bulímica de dezenove anos que sofre com alucinações e pesadelos terríveis onde mulheres são brutalmente torturadas e assassinadas. Filmado com câmera de vídeo de forma semidocumental, este fiapo de história é o suficiente para o “cineasta” Lucifer Valentine (!), encher a tela com cenas nojentas (pensadas propositadamente para chocar) que misturam violência e vômito (induzido).




16. Cannibal Ferox (Italia 1981): Esta produção de Umberto Lenzi está listada no Livro dos Recordes pela “façanha” de ter sido proibido em 31 países. A trama, muito parecida com a de Holocausto Canibal, acompanha uma cientista em viagem pelas selvas amazônicas com o objetivo de desmistificar a antropofagia. O problema é que ela encontra no caminho uma tribo de indigenas canibais sedenta de vingança, após ter sido atacada por um traficante. Sádico, apelativo, ultrajante e de mau gosto, o filme incomoda mais pelas cenas de mortes de animais (uma sucuri engolindo um quati, uma onça atacando um macaco) do que as humanas, involuntariamente engraçadas de tão malfeitas.



17. Visitor Q (Bijitâ Q, Japão 2001): No intuito de realizar uma reportagem sobre violência e sexo, jornalista transa com sua filha que é prostituta e filma seu filho sendo humilhado e espancado por colegas de escola. Por sua vez, dentro de casa, o moleque agride a mãe, que é viciada em heroína e que tambem se prostitui. O personagem-título é um estranho sujeito que aparece para provocar mudanças nesta singela família. O diretor Takashi Miike é um espécie de Kubrick japonês que adora polêmica. Para expor a degradação da tradicional família burguesa de seu país, ele não poupa o espectador de incesto, necrofilia e outras bizarrices.



18. Ex-Drummer (Belgica 2007): A procura de inspiração para um novo livro, ex-baterista de banda famosa, agora também um escritor bem-sucedido, decide juntar-se a um grupo de desajustados, numa espécie de “estudo sociológico perverso”, para formar uma banda de punk rock. Filme impactante que usa de experimentações técnicas e visuais para revelar a fragilidade humana de forma sarcástica. Prepare-se para uma viagem baixo astral (sem volta) com direito a violência gratuita, sexo explícito, distúrbios familiares, estupros e um número quase incontável de preconceitos.



19. Pink Flamingos (EUA 1972): O filme acompanha a trajetória da drag-queen Divine e sua querida família – a mãe é doente mental, o filho pervertido e sua filha sente prazer em ver o irmão estuprar as namoradas – na competição contra o casal Connie e Raymond Marble – que seqüestra garotas, prende-as em um calabouço e as engravidam para que seus bebês sejam vendidos a lésbicas – pelo título de “pessoas mais sórdidas do mundo”. O diretor John Waters queria fazer uma obra chocante que fosse a “voz” da contracultura dos anos 1970, mas foi muito além: seu filme é de mau gosto, sem escrúpulos, repleto de situações bizarras e constrangedoras (coprofagia, canibalismo, zoofilia e incesto).



20. Eraserhead (EUA 1977): Surrealista e repleto de simbologia, esta obra fantástica dirigida por David Lynch tornou-se um cult aclamado pela crítica desde seu lançamento e um ícone do cinema de vanguarda. O filme segue um curto período da vida de Henry Spencer (Jack Nance), um reservado operário que se vê obrigado a casar com uma antiga namorada grávida dele. O bebê nasce uma aberração e a garota deixa o monstrinho aos cuidados do pai. A partir daí, começam os trechos mais pertubadores do longa com Henry tendo visões bizarras de uma mulher deformada e que sua cabeça foi cortada para fazer um lápis.



21. El Topo (México 1970): O diretor Alejandro Jodorowsky interpreta o personagem título, um pistoleiro vestido em couro negro que vaga sem destino em um mundo deserto, sempre envolvendo-se com situações surreais e figuras misteriosas. O roteiro tem pouco texto e, para compensar, capricha nas doses maciças de psicodelia, alegorias e simbolismos cifrados (que remetem ao cristianismo, judaísmo, zen-budismo, taoísmo e outros tantos “ísmos” de pouco conhecidas culturas religiosas). Um povoado repleto de deficientes físicos rejeitados pela sociedade, incontáveis cadáveres de animais, insinuações sexuais e várias execuções sumárias também fazem parte da trama. Um filme difícil de digerir, indicado para poucos. Apesar de perturbador, uma experiência intensa e enriquecedora.

Foonte: 
http://www.getro.com.br/2011/10/filmes-doentios-para-tirar-o-sono/ 

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